Preparação Vocal

Sempre fomos cantadores, por excelência. Possuímos o maior espetáculo teatral do planeta: o desfile das escolas de samba carnavalescas. Dos anos 70s pra cá, e mais especialmente na última década, temos visto uma gama de espetáculos teatrais que primam pela beleza do canto em cena. Não me refiro às grandes produções da Broadway que por aqui aportaram (e talvez até provocada por elas), mas à enormidade de espetáculos em que atores e atrizes cantam desbragadamente, com a presteza de quem o faz muito bem.

Há cerca de quinze anos, temos visto vários grupos teatrais desenvolverem trabalhos musicais de peso e, fundamentalmente, incluído em suas pesquisas e estudos diários a prática musical do canto acompanhada por profissional especializado. Vários colegas meus (e eu juntamente com eles), com trabalhos diversos na área do canto (instrutores de canto coral, maestros e regentes, professores de canto especializados em solos, etc), têm sido convocados, felizmente, a compor os quadros de inúmeras companhias teatrais espalhadas pela cidade de São Paulo.

Nos festivais de teatro do interior do estado e em montagens de várias partes do país, notamos o crescimento da preocupação com o aprendizado da arte de cantar em cena, notadamente entre os jovens atores e atrizes. Lembro-me de uma professora, quando comecei a fazer teatro, dizendo: “como é que eu vou ensinar onde fica o diafragma para pessoas que nem sabem onde fica o pé?”

Quando iniciei no teatro, em 1972, os exercícios se limitavam à área da dicção, emissão e projeção da voz. Hoje trabalhamos vocalises, percepção e aprendizado de sustentação, ressonância, extensão vocal, dinâmica e outros elementos musicais tão necessários à melhor performance no palco. Felizmente, hoje estamos nos colocando em cena com mais desenvoltura, menos ansiedade, mais disponibilidade, menos tensões. Muito aprendemos de postura cênica, respiração, apoio, articulação, aquecimento e desaquecimento vocal. Crescemos muito e queremos ainda mais!!

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4 Respostas para “Preparação Vocal

  1. Olá, Tato Fischer!! Estou impressionada com o teu currículo. Quanta caminhada, quanta história! Sou uma apaixonada pelos Secos & Molhados, nos anos 80 e 90 eu ouvia muito as músicas, na época ainda em Fita k-7. E o seu trabalho com teatro e mágica…; poxa, gostaria de vê-los de perto. Desejo muita luz e alegria para você. Sou a Luzia Stocco, a menina Dora, da peça Lugar Onde o Peixe Para, do Andaime Unimep; nos conhecemos na apresentação no Teatro Commune. Grande abraço.

  2. Querida LUZIA: O espetáculo que você faz, e que já vi umas três vezes (apenas, infelizmente) é das mais belas coisas que vi encenadas na vida; além de ter uma carga afetiva enorme para mim: meus pais são piracicabanos, meu pai, Nicolau Abramides, também mágico – ele que me introduziu na mágica – alías, veja em minha página do FaceBook uma publicação de hoje que comenta sobre ele – além de agrônomo formado pela ESALQ, chegou a ser goleiro do XV no ano de 1942, quando ele se formou e mudou-se a seguir para Penápolis, minha terra natal.
    Sinto que na peça não haja (e nem faria sentido) nenhuma menção à “gua-lin do S-tra ra-pa te-dian”, bem como ao hino da torcida do XV (KKKKKKK). Mas não seriam parte desta peça e sim de alguma outra.
    Com mais tempo e ao vivo, contarei minha passagem com Nhô Serra… e amo a “pamonha”, que é o que há de mais “moderno” piracicabano dentro da peça. A tradição que ela evoca é uma lindezura só!
    Lembro-me ainda emocionado de, com cerca de uns quatro anos de idade, estar no Rio Piracicaba, mãos dadas com meu Tio Carlito Fischer, assistindo à Festa de São Benedito…
    E muitas outras passagens que tenho com sua cidade maravilhosa. Boa parte dos natais de minha infância foram passados em Pira. Estarei aí dia 6 de agosto para uma festa familiar.
    Estive ano passado no Festival Ecológico. Fui jurado.
    Beijo e Luz
    AGRADECIDO pelo toque!
    SUCESSO SEMPRE
    Tato Fischer

  3. Aliás, tenho algumas histórias de cantorias e outros em Pira. Quase todo ano vou com meu Grupo Vocal Amídalas Cantantes ao ENACOPI (festival de corais de Pira). Ano passado fizemos uma apresentação especial no SESC, dentro desse festival.

  4. Que coisa boa, Tato! Quero vê-los quando vierem ao ENACOPI. E hoje será apresentado o espetáculo As Patacoadas de Cornélio Pires, do Andaime também, com direção do Laranjeiras, no Sesc, e que mostra alguma cantoria do XV rsrsrsrs. E viva a arte!! Abração.

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