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Cuidados com a voz

Todo dia tem alguém reclamando de dor de garganta, nesses dias quentes, naqueles dias frios, nos dias de chuva, nos dias de neve (eepa!), sempre uma nova rouquidão para tomarmos conta. A bem da verdade, nós ocidentais, em geral, só cuidamos das nossas doenças. O trabalho de medicina profilática é muito incipiente e adotamos o costume de delegar ao médico da família (quando ele existe) os cuidados com nossa saúde, de modo a só pensarmos nela quando estamos doentes. Então, aí algumas dicas para quem já está “doente” ou não quer ficar…

RECOMENDAÇÕES DE FONOAUDIÓLOGOS (E DE GENTE QUE CUIDA DA VOZ):

· Não fumar;
· Não usar drogas, principalmente maconha e cocaína (*);
· Evitar gelados ou sorvetes com freqüência. Quando o fizer, um copo de água sem gelo ajuda a amenizar o “estrago” (como ensinava vovó);
· Não gritar ou falar muito alto;
· Não falar em lugares com muito barulho;
· Evitar mudanças bruscas de temperatura;
· Não pigarrear ou tossir para tirar o pigarro;
· Não cantar ou gritar quando gripado;
· Não beber álcool nem usar pastilhas ou “drops” para “melhorar” a voz;
· Observar, além do que come, a velocidade com que o faz, o horário, o quanto come. E viva o “fast-food”! (Brincadeirinha, viu?);
· Evitar deitar-se após comer, para a sesta ou para dormir. A digestão demora em torno de duas horas; ao deitar-se nesse período, pode-se provocar um refluxo do ácido gástrico (conhecido como refluxo gastroesofágico), prejudicando diretamente as pregas vocais;
· Evitar chocolates e leite em excesso; observar como e quanto usa de farináceos, laticínios e açúcar, pois os três provocam muco;
· Não comer alimentos fortes (muito condimentados ou apimentados), nem usar roupas apertadas nas regiões do diafragma e da laringe e sapatos de salto alto;
· Manter os joelhos “soltos”. Essa articulação influi diretamente na articulação vocal;
· Evitar contato com poeira, mofo, gases e cheiros fortes, pois podem provocar alergia, além da poluição;
· Evitar ambiente com ar condicionado e seus fungos. Uma vez nele, beber muita água;
· Evitar esforço e abusos com a voz: imitação de sons ou vozes que forcem a laringe, exercícios físicos associados a esforço vocal, levantamento de peso, musculação.

Claro que há muitas outras coisas que podem colaborar. A mais importante, a meu ver é: PRESTE MUITA ATENÇÃO EM VOCÊ, NO QUE NECESSITA, QUE CAMINHOS SEGUIR. Pode até ajudar o tal do médico da família…

(*) Alessandra Krauss Zalaf, fonoaudióloga e cantora, disse-me com todas as letras:  você já não precisa mais desse tal de Benalet (pastilha que usei quando fiquei completamente afônico e tinha uma palestra para fazer), jogue fora!